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Três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão serão ofertados no SUS

Última atualização 1 de setembro de 2026 - 15:30:01

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de três novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida ocorre durante o mês de agosto, marcado por ações de conscientização sobre a doença, e deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes.

Os medicamentos são brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.

O Governo Federal vai financiar integralmente os tratamentos por meio da nova Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco). A previsão é que a oferta comece de forma gradual a partir de outubro, conforme as negociações e os processos de aquisição com os fornecedores.

Brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Os medicamentos atuam diretamente em alterações específicas das células cancerígenas. Como podem ser utilizados em casa, oferecem mais comodidade aos pacientes e, em alguns casos, podem apresentar menor incidência de efeitos adversos em comparação com tratamentos convencionais.

Na rede privada, os dois medicamentos podem representar um custo superior a R$ 604,2 mil por ano.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas. O medicamento é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos à cirurgia. Estudos apontam benefícios na sobrevida dos pacientes. Na rede privada, o tratamento pode ultrapassar R$ 643 mil por ano.

Nova política amplia oferta de medicamentos

Por meio da AF-Onco, o Ministério da Saúde pretende disponibilizar 23 medicamentos oncológicos de alto custo. A iniciativa representa um aumento de 35% na oferta de tratamentos na rede pública.

A expectativa é que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela política, que terá orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões, financiado pelo Governo Federal.

A nova estratégia também busca facilitar o acesso aos medicamentos em diferentes regiões do país e garantir maior continuidade e segurança no tratamento dos pacientes.

A AF-Onco prevê três formas principais de aquisição e distribuição dos medicamentos:
Centralizada: o Ministério da Saúde realiza a compra e a distribuição aos serviços de saúde. É o modelo previsto para o brigatinibe.
Descentralizada: hospitais e gestores locais fazem a aquisição, com recursos repassados pelo Governo Federal por meio da Autorização de Procedimentos Ambulatoriais de Alta Complexidade (Apac. É o caso do gefitinibe.
Ata de Negociação Nacional: o Ministério da Saúde negocia um preço único para todo o país, enquanto os gestores locais realizam a aquisição conforme a demanda das unidades habilitadas para atendimento oncológico. Esse modelo será utilizado para o durvalumabe.

Tratamento do câncer de pulmão pelo SUS

Atualmente, o SUS oferece tratamento integral para o câncer de pulmão nos serviços habilitados em oncologia. A escolha da terapia depende das características clínicas e moleculares de cada paciente.

Entre os tratamentos disponíveis estão cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo, indicadas de acordo com as diretrizes clínicas e as tecnologias disponíveis na rede pública.

Fonte: Rádio Porto Feliz

Medicamentos devem começar a ser entregues gradualmente a partir de outubro

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