Para os entusiastas pela chegada do inverno 2026, que começa oficialmente no Hemisfério Sul em 21 de junho, às 05h25 (horário de Brasília), o clima pode não ser bem o tradicionalmente esperado.
A estação, que seguirá até 22 de setembro, será caracterizada por uma alternância entre períodos de frio e aquecimento devido ao fortalecimento gradual do fenômeno El Niño.
De acordo com as projeções, os volumes de chuva devem ficar próximos ou acima da média em grande parte da Região Sul ao longo da estação.
A influência do aquecimento das águas do Pacífico também deve favorecer a formação de instabilidades mais frequentes nos próximos meses.
Como será o inverno 2026 no Brasil?
Segundo o meteorologista Piter Scheuer, a atuação do El Niño tende a modificar o padrão climático durante a estação, aumentando a ocorrência de chuva e reduzindo a frequência de períodos prolongados de frio intenso.
“As frentes frias que vão passar organizarão instabilidades que têm o potencial para reforçar temporais e tempestades, principalmente no setor oeste, onde há condição para ter algum tempo severo, já por conta do fenômeno El Niño”, alerta Scheuer.
O especialista explica que o inverno deverá apresentar mudanças frequentes de temperatura, com entradas de ar frio sendo rapidamente substituídas por períodos mais amenos.
Inverno 2026 vai ter frio rigoroso?
O inverno 2026 não deve apresentar um padrão de frio rigoroso semelhante ao observado em alguns períodos recentes, segundo as projeções apresentadas pelo meteorologista.
De acordo com Scheuer, haverá episódios de frio, geadas e até mesmo possibilidade de neve, mas esses eventos tendem a ocorrer com menor frequência ao longo da estação.
“Vai ter geada e algum episódio de neve. Mas só que, cada vez mais, vai ficando menos frequente”, prevê.
O meteorologista destaca que a influência crescente do El Niño reduz as chances de longos períodos de temperaturas muito baixas no Sul do país.
“Tivemos um mês de maio muito frio, que foi substituído por um ‘invernico’. Agora, no decorrer dos próximos meses, vai cada vez mais ficando com um padrão de temperaturas mais amenas, mas intercalando com períodos de aquecimento”, destaca o especialista.
El Niño deve aumentar risco de temporais
Além de influenciar as temperaturas, o fenômeno também pode favorecer episódios de tempo severo durante a segunda metade do inverno.
Segundo Scheuer, a tendência é que os eventos de chuva forte e tempestades ganhem intensidade à medida que o El Niño se fortaleça no Pacífico Equatorial.
O especialista ressalta que o aumento da umidade disponível na atmosfera, combinado com a passagem de frentes frias, pode criar condições favoráveis para temporais em diferentes áreas da Região Sul.
A preocupação maior, segundo o meteorologista, está nos meses de agosto e setembro, quando a influência do El Niño tende a se tornar mais significativa.
“Quanto mais em direção ao final de agosto, ocorre mais a influência do El Niño e mais intensos serão esses episódios de tempo severo”, alerta Scheuer.
Com isso, a expectativa para a estação é de um inverno marcado por oscilações de temperatura, períodos de chuva acima da média e aumento gradual do risco de tempestades, especialmente no Sul do Brasil.
Fonte: ND+
Foto: IA
Fenômeno provocará um rebuliço no clima durante o inverno 2026, principalmente no Sul do Brasil
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