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40 anos de Canarinho: uma história construída lado a lado com quem vive a estrada

Última atualização 25 de julho de 2026 - 12:21:43

O campo produz. A indústria transforma. O comércio distribui. E, entre cada uma dessas etapas, estão os profissionais responsáveis por fazer a produção chegar ao destino. É nesse caminho que se encontram as histórias de colonos e motoristas, trabalhadores que integram uma mesma cadeia e ajudam a colocar alimentos e outros produtos à disposição da população.
Neste Dia do Colono e do Motorista, celebrado em 25 de julho, a trajetória da Transportes Canarinho representa parte dessa história. Neste ano, a empresa completa quatro décadas de atuação e celebra uma caminhada construída a partir do trabalho de muitas pessoas, entre elas profissionais que acompanham a empresa há décadas.
A Transportes Canarinho nasceu do desejo de ampliar as atividades da família e encontrar novas possibilidades de crescimento. Segundo o fundador, Nelson João Bauermann, a empresa surgiu a partir de uma visão de futuro e das oportunidades encontradas no setor.


“A Transportes Canarinho surgiu de um sonho de crescer. Nós estávamos querendo multiplicar para mais um setor e se desenvolver nessa área que tinha espaço para crescer”, conta Nelson.
Ao longo de 40 anos, a empresa ampliou a atuação e passou a trabalhar com o transporte de produtos lácteos, grãos, frutas, legumes e carnes. A operação conecta diferentes pontos da cadeia produtiva, desde o campo até a indústria e, posteriormente, o comércio.
“É uma cadeia de ações, que precisa estar toda ela conectada, para que tudo gire da forma correta”, explica o fundador.
Nesse processo, os motoristas ocupam uma posição essencial. São eles que percorrem as estradas para transportar a produção e garantir que cada etapa aconteça dentro do prazo. Entre esses profissionais está Tair Kölln, que começou a carreira em 1981 e, há 35 anos, integra a equipe da Transportes Canarinho.


A escolha pela profissão começou ainda na infância, influenciada pela história familiar. Filho de caminhoneiro, Tair acompanhava o pai nas viagens e encontrou na estrada a inspiração para definir o próprio caminho profissional.
“Meu pai era caminhoneiro também e, quando eu ia viajar junto com ele, eu gostava. Daí eu pensei: isso eu quero para mim. Eu quero fazer isso”, relembra.
Antes de se tornar motorista, Tair trabalhou durante alguns anos em uma marcenaria. A oportunidade de ingressar no transporte surgiu em 1981, quando uma cooperativa passou a contratar profissionais para dirigir. Foi o início de uma trajetória que, segundo ele, nunca mais deixou de fazer parte da sua vida.
“Eu nunca mais desisti disso e gosto muito dessa minha profissão”, afirma.
Hoje, a rotina começa cedo. O trabalho envolve o carregamento e o transporte de produtos que saem dos laticínios e seguem para a indústria. A operação depende de horários controlados e de uma logística organizada para que a matéria-prima chegue no momento necessário e possa continuar o processo até se transformar em produtos destinados ao consumidor.
“Agilidade, presteza, horário controlado, tudo está sincronizado”, resume Tair sobre a rotina nas estradas.
Para Nelson, essa integração também exige uma equipe preparada e uma comunicação constante entre os diferentes setores da empresa. Logística, área comercial, escritório e motoristas trabalham em conjunto para acompanhar as cargas e garantir a qualidade dos serviços.
“Temos parâmetros como a carga transportada, a qualidade preservada, a temperatura média, a telemetria que prevê riscos e os protocolos dos processos documentados”, explica.
Mas uma trajetória de décadas não é feita apenas de números, cargas e quilômetros percorridos. Para quem vive na estrada, existem também histórias que permanecem na memória. Algumas são marcadas pela preocupação e pela distância da família.
Durante a pandemia de Covid-19, Tair estava em viagem no Mato Grosso quando recebeu a notícia de que a esposa havia sido internada. Longe de casa, precisou concluir a viagem antes de conseguir retornar.
“Você não tem como vir logo para casa, porque precisa primeiro terminar a viagem para depois retornar. Essa foi a parte que mais me marcou na minha profissão”, recorda.
Felizmente, a esposa recebeu alta depois de alguns dias. O episódio, porém, mostrou novamente uma das características mais difíceis da profissão: estar longe quando a família precisa.
A rotina também é feita de momentos felizes. O nascimento dos filhos, por exemplo, está entre as lembranças que fazem parte da vida de muitos caminhoneiros, mesmo quando nem sempre é possível estar em casa. No caso de Tair, ele teve a oportunidade de acompanhar os nascimentos dos filhos, mas reconhece que essa não é a realidade de todos os profissionais.
Entre uma viagem e outra, a saudade dá lugar aos reencontros. O chimarrão compartilhado com a família, a conversa com os amigos e os momentos em casa se tornam formas de recuperar o tempo passado na estrada.
“Às vezes você chega no fim da viagem, encontra os colegas e amigos, bota a conversa em dia, toma um chimarrão, que nós gostamos. Motorista também sempre faz muita amizade”, conta Tair.
A estrada, segundo ele, também aproxima pessoas. Em diferentes cidades e destinos, motoristas que muitas vezes não se conheciam passam a trocar informações, experiências e histórias. “Às vezes você nem conhece a pessoa e já se torna amigo”, resume.
Essa relação construída ao longo dos anos também é destacada por Nelson, que vê nos motoristas parte importante da história da empresa. Para ele, a proximidade entre a direção, os profissionais e os demais setores é uma característica que acompanha a trajetória da Canarinho.

“Eu tenho muito orgulho da equipe da Canarinho e só tenho a agradecer aos motoristas, que cresceram junto conosco e são verdadeiros mestres nas estradas”, afirma.
A importância desse trabalho fica evidente quando se observa o caminho percorrido pelos produtos antes de chegar ao consumidor. Alimentos, medicamentos, combustíveis, gás e diversos outros itens dependem do transporte para circular. Quando essa atividade é interrompida, os efeitos aparecem rapidamente no abastecimento e em toda a cadeia econômica.
“Se não fosse transportar os produtos, eles chegariam à indústria e ficariam esperando. O transporte movimenta toda essa cadeia”, explica Tair.
No caso da Canarinho, o trabalho começa com o transporte da produção até a indústria. Depois, os produtos seguem novamente pelas estradas até centros de distribuição, atacados e mercados. É um percurso que envolve agricultores, trabalhadores da indústria, profissionais da logística, motoristas e muitos outros setores.
Nelson, que também destaca sua trajetória de mais de 50 anos no cooperativismo, vê nessa conexão entre campo, transporte e consumidor uma das razões para o trabalho continuar.
“Tenho muito orgulho de ser cooperativista há mais de 50 anos. Para mim, é uma satisfação ver o alimento chegar até a mesa do consumidor, ter certeza de um serviço de qualidade, de comida boa e de saúde a todos”, afirma.
Ao olhar para essa cadeia, a história de Tair se mistura à história da empresa. São 45 anos de profissão e 35 deles dedicados à Transportes Canarinho. Um período em que as estradas mudaram, a tecnologia avançou e os processos de transporte se tornaram mais monitorados, mas a responsabilidade de entregar a carga permanece.
Quatro décadas depois da fundação da Canarinho, a história da empresa continua sendo escrita por profissionais que fazem parte do cotidiano das estradas. Tair é um desses personagens. Filho de caminhoneiro, escolheu seguir o mesmo caminho do pai e encontrou na profissão uma trajetória que atravessou diferentes momentos da vida.
No Dia do Colono e do Motorista, essas duas profissões se encontram em uma mesma mensagem: a produção precisa chegar. Do trabalho de quem cultiva e produz no campo à dedicação de quem percorre quilômetros para transportar, existe uma rede de pessoas que mantém essa engrenagem funcionando.
Para Tair, permanecer na profissão por tantos anos é resultado de uma escolha feita ainda jovem e de um vínculo construído com a estrada. Aos colegas, deixa uma mensagem de incentivo e reconhecimento.
“Que deem o seu máximo, porque só fica na estrada quem gosta. Que continuem a levar comida e abastecer esse Brasilsão. Que as amizades continuem na estrada e que Deus proteja a todos e ilumine cada um de nós e nossas famílias”, deseja.
Já Nelson aproveita a data para agradecer aos motoristas que fazem da estrada o local de trabalho e que, muitas vezes, precisam abrir mão da convivência diária com suas famílias para cumprir a missão de transportar.
“Quero agradecer vocês, profissionais motoristas, que fazem das estradas o seu dia a dia, deixando de estar no conforto de casa para colocar comida na mesa de tantos brasileiros”, afirma.
E completa com um desejo que resume o que une as histórias de quem produz, transporta e espera pelo retorno: “Que Deus e São Cristóvão fortaleçam e iluminem a todos para que tenham um retorno seguro aos seus lares”, finaliza.

Aos 35 anos na empresa, o motorista Tair Kölln representa a trajetória de profissionais que acompanharam de perto o crescimento da Transportes Canarinho e ajudaram a construir sua história

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