Quando forem retomadas, as aulas presenciais nas escolas de Santa Catarina devem ser de forma gradativa e preferencialmente para os alunos com mais de 14 anos. A possibilidade de turmas alternadas entre estudantes em sala e em casa também foi indicada nos novos protocolos anunciados pelo governo na terça-feira (28). Por enquanto, as aulas seguem suspensas pelo menos até o dia 7 de setembro de acordo com decreto.
O documento está dividido em cinco diretrizes que envolvem condições sanitárias, pedagógicas, gestão de pessoas, transporte escolar e alimentação. Ainda não há previsão de reabertura das escolas.
As unidades públicas e particulares devem garantir a validação das atividades não presenciais para o cumprimento da carga horária mínima estipulada para cada etapa e modalidade de ensino. Também devem assegurar as atividades escolares não presenciais aos alunos com especificidades que não poderão retornar presencialmente.
Nos últimos dois meses um grupo formado por entidades, secretárias de Educação e Ministério Público, elaborou no conjunto de regras para garantir a segurança dos alunos.
“Nós teremos também, pelo menos num primeiro momento, uma educação no formato híbrido não presencial. A expectativa é que as escolas recebam esse material e implemente as ações necessárias. Na rede estadual nós já estamos com ações como aquisição de equipamentos, de termômetros, de álcool em gel, de máscaras”, disse o secretário de Educação, Natalino Uggioni.
Entre as regras estão:
De acordo com o governo, as diretrizes serão passadas aos municípios e a próxima fase deve ser de capacitação dos funcionários. No entanto, o sindicato dos professores tem receios quanto a retomada.
De acordo com com o coordenador Luiz Carlos Vieira, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC), ainda não há condições para o retorno das aulas. Entre os fatores, citados, envolve a própria estrutura que tem as escolas estaduais.
Um dos pontos tratados por Vieira, está a questão da testagem e também risco de contágio da doença. “A saúde é nossa, não só dos trabalhadores, como também da população. Nós não voltamos enquanto as autoridades técnicas e científicas apontarem as garantias de saúde e o estado nos darem condições. O governo do estado relaxou a situação e empurrou para os municípios a decisão do isolamento e nós vimos aumentar o número de casos e óbitos em Santa Catarina”, explica.
Vieira aponta desafios para a implementação do plano proposto pelo governo, tanto em relação à levantamento que envolva o resultado de testagens de profissionais da área e capacitação, quanto em relação ao levantamento de informações sobre os alunos que estão no grupo de risco ou convivem com pessoas que integram o grupo.
De acordo com o presidente do Sindicato da Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe), Marcelo Batista de Sousa, afirma que as unidades de ensino da rede particular estão prontas para a retomada.
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