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Santa Catarina registra alta de 27,8% no faturamento com exportações de carne de frango

Foto: Cristiano Estrela / Arquivo / Secom

 No acumulado do primeiro
bimestre, as exportações de carne de frango alcançaram a marca de 174,7 mil
toneladas e US$ 382,7 milhões, altas de 10,4% e 27,8%, respectivamente, em
relação ao mesmo período do ano passado. Os números são divulgados pelo
Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento
Agrícola (Epagri/Cepa).

“O nosso agronegócio é
estratégico para o crescimento econômico. Ele é forte e competitivo. Vamos
continuar olhando para o setor com a atenção que ele merece. Investindo cada
vez mais no campo e nas pessoas que fazem dele esse grande destaque nacional”,
frisou o governador Jorginho Mello.

“Santa Catarina é um dos maiores
produtores e exportadores de aves do Brasil. São mais de US$ 2 bilhões em
faturamento por ano com os embarques do produto e este ano comemoramos o
aumento das vendas para a China, Japão e Arábia Saudita. Isso demonstra a
importância econômica e social do setor, são mais de seis mil avicultores e
milhares de famílias envolvidas com a produção. Nosso estado também é
referência em defesa agropecuária e por isso conquista os mercados mais
exigentes. É Santa Catarina oferecendo os melhores produtos para alimentação
dos brasileiros e de muitos países ao redor do mundo”, destaca o secretário de
Estado da Agricultura, Valdir Colatto.

Em fevereiro de 2023, Santa
Catarina exportou 79,3 mil toneladas de carne de frango (in natura e
industrializada), alta de 5,5% na comparação com fevereiro de 2022. As receitas
foram de US$ 171,4 milhões, alta de 20,7% na comparação com o mesmo período do
ano passado.O estado foi responsável por 23,6% das receitas geradas com as
exportações brasileiras de carne de frango no primeiro bimestre.

Os resultados refletem o
crescimento dos embarques para a maioria dos principais destinos, com destaque
para a China, com altas de 44,1% em quantidade e 78,4% em receitas, e Arábia
Saudita, com altas de 30,3% em quantidade e 57,5% em receitas, quando
comparados ao mesmo período de 2022.

Influenza aviária

No momento, a influenza aviária é
o principal desafio do setor avícola. Recentemente foram registrados casos no
Uruguai e na Argentina, o que amplia o risco de introdução do vírus no Brasil,
em especial por meio de aves migratórias. As empresas, entidades representativas
do setor, governo federal e governo estadual têm ampliado as medidas de
controle, de modo a evitar que a doença atinja a avicultura comercial do estado
e do país.

A Companhia Integrada de
Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 58 postos fixos, que
operam 24h por dia e sete dias por semana. Para reforçar ainda mais as medidas
de segurança, os setores público e privado têm se reunido quinzenalmente no
Comitê Estadual de Sanidade Avícola para discutir as novas ações e apresentar
os esforços realizados.

“Santa Catarina é um estado de
excelência em sanidade animal e nesse momento todos os nossos esforços estão
concentrados em evitar a entrada da Influenza Aviária. A avicultura tem um
papel fundamental para a economia catarinense, representa o maior faturamento
nas exportações e envolve milhares de famílias no campo. A atenção de todos é
fundamental” ressalta o Secretário da Agricultura, Valdir Colatto.

Avicultura em Santa Catarina

A carne de frango é o principal
produto da pauta de exportações de Santa Catarina e o estado é o segundo maior
produtor do Brasil. São aproximadamente seis mil avicultores dedicados à
produção de aves de corte, concentrados nas regiões Oeste e Meio-Oeste.

O estado possui um status
sanitário diferenciado, que abre as portas para os mercados mais exigentes do
mundo. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina
(Cidasc), em parceria com a iniciativa privada e os produtores, mantém um
rígido controle das fronteiras e do rebanho catarinense.

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