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Santa Catarina aumenta em mais de 500% as cirurgias bariátricas na rede pública de saúde

Última atualização 15 de fevereiro de 2026 - 13:45:08

Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) tem atuado na ampliação da assistência hospitalar em Santa Catarina, o que resultou em um aumento de 550% no número de cirurgias bariátricas em 2025, em comparação com 2022. Desde 2023, já foram realizadas 3.815 cirurgias bariátricas na rede pública, em pacientes com indicação, garantindo cobertura em todas as regiões catarinenses.

“Desde 2023, por orientação do governador Jorginho Mello, estamos atuando para diminuir o sofrimento das pessoas, combatendo as longas filas de espera, entre elas da bariátrica. Implementamos a Tabela Catarinense de procedimentos, o Programa de Valorização dos Hospitais e a habilitação estadual para que mais unidades pudessem fazer cirurgias. Assim, conseguimos trazer novos hospitais, que antes eram privados, para reforçar a rede pública e acelerar as cirurgias bariátricas. Mas precisamos lembrar que a cirurgia é o último recurso, as unidades desenvolvem um trabalho com equipe multiprofissional, antes de realizarem o procedimento”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

Na rede hospitalar estadual, foram realizadas 2.228 cirurgias bariátricas no ano de 2025 — número seis vezes maior em relação a 2022, quando foram registrados 343 procedimentos. O crescimento já era observado nos anos anteriores, com 410 cirurgias em 2023 e 834 em 2024. No mesmo período, o número de hospitais passou de seis, em 2022, para nove em 2025, ampliando o atendimento a pacientes de todas as regiões do estado.

As unidades que realizam as cirurgias são: Hospital Geral Tereza Ramos, de Lages; Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville; Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, de São José; Hospital Universitário, de Florianópolis; Hospital Santo Antônio, de Blumenau; Hospital Azambuja, de Brusque; Hospital Dom Joaquim, de Sombrio; Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra; e Hospital São Miguel, de Joaçaba. Os três últimos foram incorporados ao sistema nesta gestão.

A instituição que mais realizou bariátrica foi o Hospital Dom Joaquim. Integrado à rede em abril de 2024, até dezembro fez 281 procedimentos; de janeiro a dezembro de 2025, realizou 1337 cirurgias. Na sequência, desde 2023, destacam-se o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (552), Hospital São Miguel (546) e o Hospital Santo Antônio (490).

Qualidade de vida

Três meses após realizar a cirurgia bariátrica no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, a agente de registros Naline Pires da Silva Borges já percebe os benefícios de uma saúde renovada. Diagnosticada com diabetes e hipertensão quando pesava 122 quilos, ela já perdeu 17 quilos e segue em busca do peso ideal, com a meta de eliminar pelo menos mais 20 quilos.

“Hoje, o mais importante para mim e para a minha família é não precisar mais tomar medicamentos para diabetes e hipertensão. Além disso, fui muito bem orientada durante todo o processo. Tive acompanhamento de nutricionista, psicóloga e da equipe de enfermagem, que explicou com detalhes tudo o que iria acontecer antes da cirurgia”, relata Naline, ao destacar o acompanhamento no pré e pós-operatório.

Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

Onde buscar atendimento

O sistema público de saúde catarinense conta com uma rede de assistência, vinculada à Linha de Cuidado a Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, que envolve ações desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até a Atenção Especializada. A pessoa com obesidade deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde será avaliada e, se houver indicação de atendimento especializado, encaminhada para o hospital de referência.

O cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, Rui Celso Vieira, explica que, para haver indicação de cirurgia bariátrica, o paciente precisa ter realizado pelo menos dois anos de tratamento clínico convencional para perda de peso, sem sucesso. Outros critérios envolvem o índice de massa corporal (IMC), a presença de comorbidades e a avaliação de profissionais de diferentes especialidades.

“Além do benefício do emagrecimento, a cirurgia serve para redução de doenças metabólicas, uso de medicamentos, de hipertensão, de problemas articulares, ou seja, há uma redução de todas as comorbidades que o paciente possa ter”, explica o médico.

Doença crônica não transmissível, a obesidade afeta pessoas de todas as idades e tende a piorar com o passar dos anos, caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo. A condição reduz a qualidade de vida e pode causar diabetes, doenças cardiovasculares, problemas nas articulações, depressão e alguns tipos de câncer.

Desde 2023, já foram realizadas 3.815 cirurgias bariátricas na rede pública, em pacientes com indicação, garantindo cobertura em todas as regiões catarinenses

Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

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