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Saúde deve anunciar 4ª dose da vacina contra a Covid-19 em todo o Brasil

Última atualização 22 de março de 2022 - 11:13:36


Foto: Divulgação/ Unsplash/ND – Governo deve liberar quarta dose da vacina em todo o país


O Ministério da Saúde
deve anunciar a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 em todo o
Brasil. A indicação será para pessoas com mais de 80 anos. De acordo com fontes
do governo federal, a nova rodada será divulgada nas próximas semanas.

A aplicação de mais uma
dose de reforço iniciou em países como a Inglaterra e já acontece em algumas
cidades do Brasil. Na sexta-feira (18), a cidade de São Paulo começou a aplicar
a nova dose da vacina em idosos com mais de 80 anos que tenham recebido a terceira
há quatro meses ou mais.

A Secretaria Municipal
de Saúde prevê que 250 mil idosos na capital paulista se encontram na faixa
etária elegível para a quarta dose. O Mato Grosso do Sul também já começou a
vacinar idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde com a quarta dose.

 

Quem deve tomar?

O Ministério da Saúde
já recomenda a aplicação da quarta dose para pessoas imunossuprimidas com mais
de 12 anos. Na sexta-feira, levantamento da pasta mostrou que, mesmo aptos para
receber a dose de reforço (ou terceira dose) contra a covid-19, mais de 59
milhões de brasileiros ainda não buscaram a vacina.

Até o fim de semana, o
número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil
chegou a 175.065.547, o equivalente a 81,49% da população total.

Foto: Divulgacão/O Trentino/ND – Brasil tem 74,16% da população com duas doses

Com duas doses ou dose
única, são 159.317.991 de habitantes do País, o equivalente a 74,16% do total.
Os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a
secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Os idosos são mais
vulneráveis por causa da chamada imunossenescência, que é o envelhecimento do
sistema imune.

Epidemiologista que
coordenou o PNI (Programa Nacional de Imunização) entre 2011 e 2019, Carla
Domingues afirmou ao Estadão na semana passado que o aumento de casos na
população idosa, especialmente entre aqueles que já tomaram a terceira dose há
mais de seis meses, é um indicativo da necessidade de uma quarta dose para essa
faixa etária.

Conforme Raquel
Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de
Infectologia, a partir de quatro meses após a 3ª dose, já há uma diminuição da
proteção conferida pela vacina aos idosos. Seis meses seria o prazo máximo para
um reforço, segundo a especialista.

“Para as outras faixas
etárias, a gente ainda não tem tanta convicção, porque os dados ainda não
mostram ainda a necessidade de doses de reforço”, afirma.

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