O município de Riqueza sediou, nesta segunda-feira (10), o evento “Rede em Ação por Elas – Um ano do Comitê na Comarca de Mondaí e duas décadas da Lei Maria da Penha”. A programação foi realizada no Centro Social Urbano Reinhold Muller e reuniu representantes de instituições que atuam na prevenção e no enfrentamento à violência contra as mulheres.
O encontro teve início às 12h20 e contou com palestra da promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon, coordenadora-geral do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT), do Ministério Público de Santa Catarina.
Durante a atividade, foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Comitê nos anos de 2025 e 2026, com avaliação dos resultados, desafios e impactos. Também ocorreu a apresentação da cartilha “Para e Por Elas”, pela promotora de Justiça da Comarca de Mondaí, Priscila Rosário Franco.
A programação incluiu ainda a formalização de novos compromissos para 2027 e o encerramento do encontro.
Durante a palestra, Chimelly Louise de Resenes Marcon abordou a ocorrência da violência doméstica em diferentes grupos sociais e destacou a situação do Extremo Oeste de Santa Catarina.
Segundo a promotora, a região apresenta um conjunto de municípios com registros relacionados à violência contra as mulheres, ainda que não exista uma comarca centralizadora dos maiores índices.
Ela também destacou que a violência doméstica pode ocorrer independentemente da condição econômica ou social das vítimas.
Como exemplo, citou uma reunião realizada com a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), dentro do projeto “Aqui Não”, voltado à discussão de ações de enfrentamento às violências contra as mulheres no ambiente empresarial.
De acordo com o relato apresentado durante o evento, em uma reunião com aproximadamente 40 representantes de associações empresariais, três mulheres relataram ter sido vítimas de violência doméstica. Uma delas relatou agressões físicas; outra afirmou ter sofrido agressões e cárcere privado; e uma terceira contou que ela, a mãe e a irmã foram vítimas do mesmo agressor durante a infância e a adolescência.
A promotora apontou que os relatos contribuíram para ampliar a discussão sobre a necessidade de ações de prevenção e enfrentamento da violência também nos espaços de trabalho e nas empresas.
Durante a exposição, também foi abordado o fato de que mulheres com maior poder econômico ou inserção social podem não procurar os serviços de atendimento em razão do estigma associado à condição de vítima de violência doméstica.
A programação do “Rede em Ação por Elas” teve como proposta fortalecer a articulação entre órgãos e instituições da rede de proteção, ampliar ações de prevenção e discutir medidas para garantir os direitos das mulheres.
Fonte / Foto: TV Expresso
Encontro marcou um ano do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres na Comarca de Mondaí e os 20 anos da Lei Maria da Penha
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