CHAPECÓ
As necessidades de toda a cadeia produtiva catarinense, com foco no setor do leite, serão tema do Fórum Catarinense da Cadeia Leiteira, durante a Mercoláctea 2012, que acontece de 8 a 11 de novembro, no Parque de Exposições Tancredo Neves (Efapi) em Chapecó. O debate integra a programação do Seminário Internacional do Leite, principal evento técnico da expo-feira.
Coordenado pela Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Cãmara dos Deputados de Santa Catarina, o Fórum Catarinense da Cadeia Leiteira está programado para o dia 8 de novembro, às 10 horas, no auditório do Parque da Efapi, em Chapecó. O evento vai discutir as prioridades imediatas da cadeia leiteira catarinense, políticas públicas para agregação de valor ao setor e a busca de alternativas para ampliar a capacidade de produção catarinense.
De acordo com o coordenador do fórum, deputado federalCelso Maldaner,a sucessão familiar é uma das principais preocupações para a continuidade do sucesso do sistema produtivo catarinense, e deve ser alvo de políticas públicas. “A continuidade do modelo catarinense depende da sucessão familiar na produção do leite. Precisamos investir também em sistemas de armazenamento de água devido às estiagens, na genética dos animais e na profissionalização do produtor”, analisa Maldaner, que também preside a Subcomissão Permanente do Leite.
CRESCIMENTO
Santa Catarina é o Estado brasileiro que registrou maior crescimento no processamento de leite nos últimos cinco anos, cerca de 13%, de acordo com levantamento recente da Associação Leite Brasil. O aumento superou o desempenho dos principais estados produtores de leite, como Paraná (11,6%), Rio Grande do Sul (7,2%), São Paulo (3,8%), Minas Gerais (3,6%) e Goiás (1,4%). Atualmente o Estado ocupa o sexto lugar no ranking nacional de industrialização de laticínios, com 8,2%.
O fator se deve a fatores como o custo competitivo da proteína animal praticada no Estado e a alta produtividade registrada pelos produtores. O produtor catarinense recebe, em média, R$ 0,79 pelo litro de leite, enquanto a média nacional é de R$ 0,85 por litro. Quanto a produtividade, segundo dados de 2010 do IBGE, Santa Catarina detêm a maior média de leite por rebanho leiteiro (2.432 litros/vaca/ano), se comparada com a média do País, que foi de 1.340 litros/vaca/ano.“O catarinense é um exemplo de como os pequenos produtores de leite podem trabalhar com eficiência, aumentando a produção e a produtividade na cadeia nacional”, explica o presidente da Mercoláctea,Odacir Zonta.
A região oeste de Santa Catarina é responsável por cerca de 65% da produção do Estado atualmente e o valor competitivo do leite tem atraído cada vez mais empresas da indústria de laticínios para a região, impulsionado a produção. “A região tem grande potencial para se tornar uma das maiores bacias leiteiras do país, não à toa grandes multinacionais estão se instalando em Santa Catarina”, avalia.
O Fórum contará com a presença de autoridades municipais, estaduais e federais. Os assuntos discutidos no debate integrarão uma carta com reivindicações, que será endereçada ao Poder Público.
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