INVERSÃO I
Dados do Censo 2010, divulgados na última quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmam que a taxa de fecundidade no País (número de filhos por mulher), de 1,9 filho, está abaixo da taxa de reposição da população, que é de 2,1 filhos por brasileira. As mulheres do Norte e Nordeste têm mais filhos, além de negras e pardas, pobres e menos instruídas, revelou a pesquisa. O dado consolida a trajetória de queda da fecundidade a partir da década de 1970 e influencia o perfil etário da população do Brasil, que tende a ser tornar um País de idosos.
INVERSÃO II
A diminuição da taxa de natalidade no Brasil segue uma tendência mundial, especialmente nos países mais desenvolvidos, como a Alemanha, onde o governo oferece uma série de vantagens e incentivos para que os casais tenham filhos. No Brasil, entretanto, são duas realidades distintas. Enquanto nas regiões mais desenvolvidas e com melhor poder aquisitivo as famílias são cada vez mais enxutas, com dois ou três filhos, nos bolsões de pobreza do Nordeste e concentrações de favelas nas grandes cidades a taxa de natalidade é assustadora.
INVERSÃO III
Há os mais radicais que defendem até a esterilização de mulheres das camadas mais pobres da população ou a vasectomia para os homens após um certo número de filhos. Entretanto, acho que tudo passa pela educação deste contingente de pessoas para a adoção da natalidade responsável. A Igreja Católica, se abandonasse dogmas ultrapassados e que em nada contribuem para o desenvolvimento de uma população mais consciente, teria um papel importante nesse processo, já que é o organismo mais próximo das massas. De nada adianta seguir à risca o ensinamento bíblico “Crescei e multiplicai-vos” se for para multiplicar a horda de abandonados e desvalidos. Se for para crescer e multiplicar, que seja com dignidade.
NADA TERIA MUDADO I
No dia 23 de outubro completam-se sete anos desde a realização do referendo nacional, no qual a população decidiu se o comércio de armas de fogo e munição deveria ser proibido no País. Na ocasião, mais de 60 milhões de eleitores, o equivalente a cerca de 60% dos votantes, manifestaram-se contra a proibição e optaram por manter legalizado o comércio de armas de fogo. A besteirinha criada pelo governo custou milhões aos cofres públicos, diga-se de passagem. Tomadas pela bandidagem, crime organizado, tráfico de drogas e uma taxa de homicídios alarmante, nas grandes cidades as armas circulam normalmente na mão dos bandidos, apesar das dificuldades impostas pela legislação para a compra e porte. E nada teria mudado se a população tivesse optado pela proibição da venda, já que nenhum marginal vai à loja comprar arma.
NADA TERIA MUDADO II
Só para informação, em 2005 aconteceram no Brasil 47.578 homicídios. No ano seguinte, já sem a circulação de mais de meio milhão de armas, fruto da campanha do desarmamento, este número aumentou, alcançando o montante de 49.145. É a prova cabal que a proibição da venda não influencia na redução da violência. Na Suíça, onde a venda de armas é livre, verifica-se uma das menores taxas de criminalidade do mundo. Somente com uma reforma drástica no Código Penal Brasileiro, diminuição da maioridade penal para 16 anos, fim da progressão de pena e aumento da pena máxima para 50 anos poderão frear a escalada da violência e do crime no País. O resto é paliativo.
VIRGEM DE SORTE
O leilão da virgindade da catarinense Catarina Migliorini, 20 anos, foi encerrado quarta-feira com o lance de US$ 780 mil (o que equivale a cerca de R$ 1,5 milhão). E quem ganhou? Pois bem. O último lance computado pela virgindade da brasileira foi dado por um japonês identificado apenas como Natsu. Mas que safadinha de sorte!!! Além de faturar uma grana alta para perder o “selo”, ainda não vai doer nada, já que, reza a lenda, os orientais são, digamos…., menos favorecidos pela natureza. Só por castigo, bem que o vencedor podia ter sido um “guarda-roupa” africano de dois metros de altura.
LÍDER É LÍDER
Preso há mais de 200 dias na Penitenciária da Papuda, o empresário/bandido Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, importou para dentro da prisão a experiência e liderança que usou para comandar um esquema que movimentou R$ 84 bilhões nos últimos 10 anos. Apontado como chefe da máfia dos caça-níqueis, Cachoeira tornou-se líder informal dos detentos do presídio: centraliza queixas contra a direção e os agentes, declama direitos humanos e faz as vezes de assistente social de presos e de seus familiares. Quem é rei, nem na prisão vai perder a majestade.
DA SÉRIE “O QUE ME IRRITA”
Me irritam àqueles que são os primeiros a defender liberdade de imprensa, mas quando algum fato ou notícia lhes atingem vão logo tentando barrar a matéria na imprensa. É o velho ditado: Pimenta nos olhos dos outros é refresco. E essa atitude parte sempre dos abastados, que se consideram intocáveis.
PARA PENSAR NO BANHEIRO
“É difícil ser burro, mas tem gente que faz com tamanha maestria, que até faz parecer fácil”.
DA SÉRIE “BOBAGENS DO FACEBOOK”
deixe seu comentário