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Mondaí segue em alerta a Dengue

Foto: Ivomar Rauber – O teste rápido para a Dengue está em falta

A Secretaria Municipal da Saúde alerta para o aumento
significativo do número de casos de Dengue em Mondaí, pois já contabilizou o
total de 1.600 casos confirmados nesta sexta-feira (06) de maio.

Segundo o Secretário de Saúde, Ginther Otto Dreher, esse
aumento de casos se deve ao longo período de estiagem que a região enfrentou no
começo desse ano, onde rios e riachos acabam secando, ficando apenas poças de
água parada e o intenso calor contribuíram para a proliferação do mosquito
Aedes Aegypti, não só em Mondaí mas sim em todo o Oeste de Santa Catarina está
em situação vermelho.

Conforme Dreher, as pessoas devem procurar atendimento
médico quando apresentarem os principais sintomas da Dengue como dor forte no
corpo, febre alta, náuseas e mal estar. Os pacientes passam pela triagem da
enfermagem e consulta médica, podendo já confirmar a doença devido aos
sintomas, bem como era realizado o teste rápido para a Dengue que sai em 10
minutos, mas agora está em falta, pois a empresa ainda não entregou a nova
remessa que foi comprada.

Ginther destaca que a situação da Dengue no Município é
muito preocupante, mas que para conseguir atender a grande demanda de
atendimentos no Posto de Saúde foi contratado mais uma médica pelo Município,
bem como foi reforçado o estoque de medicamentos para melhor atender os
mondaienses. “Quando solicitamos que precisava de mais uma médica para ajudar
no posto, imediatamente fomos atendidos pelo Prefeito”, destacou o Secretário.

Ainda de acordo com o Secretário, vem sendo tomadas várias
medidas a muitos anos em Mondaí de combate ao Aedes Aegypti, buscando eliminar
os criadouros do mosquito, com muitos mutirão de limpeza com apoio da
Vigilância Epidemiológica e Sanitária, corpo de bombeiros, DRM fornecendo
máquinas e caçambas para recolhas de pneus e entulhos e demais grupos
parceiros. O estado vem uma vez por semana realizar o trabalho de fumacê por
toda cidade e também se tem feito a fiscalização das residências e orientação
da população desenvolvido pelos Agentes Comunitários de Saúde e mais quatro
Agentes Endêmicos. “Agora contratamos um serviço de drone para fazer um
levantamento das calhas dos prédios e de possíveis locais que acumulam
lixo”, reforça Dreher. 

E por fim Ginther justifica que é preciso um empenho
coletivo. A população precisa ficar atenta com a limpeza dos seus terrenos e
possíveis objetos que acumulam água, observar calhas se não estão com água
parada ou até mesmo em uma tampinha de garrafa pet. A limpeza deve ser feita,
no mínimo, uma vez por semana, pois temos que considerar o ciclo do mosquito,
que ocorre de três a oito dias. Eliminando o foco nesse período, conseguimos
inibir a proliferação do Aedes Aegypti. “Se a comunidade não colaborar, não
ajuda nesta batalha, não vai ser a Saúde sozinha que vai resolver esse
problema”, declarou o secretário.

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