Home Livro sobre a história de Palmitos resgata 12 mil anos de ocupação humana e revisita formação do município

Livro sobre a história de Palmitos resgata 12 mil anos de ocupação humana e revisita formação do município

Última atualização 20 de maio de 2026 - 09:11:44

O advogado e pesquisador Gelson Tomiello está na fase final de produção de um livro que propõe revisitar a história de Palmitos a partir de uma perspectiva mais ampla, reunindo pesquisas arqueológicas, documentos históricos e relatos que abrangem aproximadamente 12 mil anos de ocupação humana na região Oeste catarinense.

A obra busca apresentar uma narrativa que vai além do período da colonização oficial do município, destacando a presença de povos originários, antigos caminhos indígenas, registros arqueológicos e os diferentes processos sociais que contribuíram para a formação histórica e cultural de Palmitos.

Durante entrevista à TV Expresso, Tomiello destacou que o objetivo do livro é mostrar que a história local começou muito antes da chegada dos colonizadores. “Antes dos 100 anos, essa não era uma terra vazia”, afirmou.

A narrativa inicia nos primeiros vestígios arqueológicos encontrados às margens do rio Uruguai, abordando povos caçadores-coletores e antigas ocupações humanas no Alto Uruguai catarinense. O livro também dedica espaço aos povos originários que habitavam a região antes da colonização, como Kaingang, Guarani e Xokleng, destacando suas organizações sociais, territórios e culturas.

Além da presença indígena, a obra percorre períodos ligados às missões jesuíticas, à passagem de exploradores europeus pelo Oeste catarinense e aos processos migratórios que contribuíram para o surgimento das comunidades da região. O autor também resgata aspectos sociais ligados aos caboclos, balseiros, trabalhadores das serrarias e famílias pioneiras que chegaram principalmente do Rio Grande do Sul.

Entre os temas pesquisados estão os antigos nomes atribuídos à localidade antes da oficialização de Palmitos, em 1954. Conforme Tomiello, a região já foi conhecida como Henrique Erupe Júnior, Cascalho, Cascalho de Henrique, Passarinhos e Ávila, refletindo diferentes momentos administrativos e históricos.

O livro também aborda personagens ligados ao desenvolvimento regional, empresas colonizadoras, a presença da palmeira juçara na região e episódios históricos cercados de diferentes versões, como a morte de Carlos Culmey.

A pesquisa foi construída a partir de documentos históricos, arquivos públicos, bibliografia acadêmica, universidades e relatos de autores que passaram pelo Oeste catarinense. Entre eles está Otton Bessa, que acompanhou uma comitiva governamental em 1916 e registrou impressões sobre o território e seus moradores.

Conhecido em Palmitos pela atuação na advocacia, Gelson Tomiello afirma que a história sempre esteve entre seus principais interesses de estudo. Atualmente, ele realiza especialização em História e Antropologia Humana, formação que, segundo o autor, contribuiu para dar maior rigor metodológico à obra.

Com cerca de 90% do conteúdo concluído, o livro passa agora pela fase de revisão e validação de fontes. A expectativa é de que a primeira edição, estimada entre 300 e 400 páginas, seja lançada ainda neste ano.

Segundo o autor, a proposta é oferecer ao leitor uma leitura acessível, narrativa e conectada às experiências das pessoas comuns que participaram da construção histórica do município.

Fonte: TV Expresso

A entrevista completa está disponível nas redes sociais da TV Expresso. Confira pelos links abaixo:

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Obra escrita por Gelson Tomiello reúne pesquisas arqueológicas, relatos históricos e aspectos sociais da formação regional, com lançamento previsto para o centenário da colonização.

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