Home Empresário suspeito de falsificar extintores é preso pela Polícia Civil

Empresário suspeito de falsificar extintores é preso pela Polícia Civil

Última atualização 6 de março de 2015 - 15:16:33

SÃO MIGUEL DO OESTE

Uma OperaçÃo da Polícia Civil de SÃo Miguel do Oeste prendeu em flagrante delito nesta manhà (06) um empresário suspeito de falsificar extintores de incêndio, selos do Instituto Nacional de Metrologia, NormalizaçÃo e Qualidade Industrial (INMETRO) e de empresas fabricantes do produto.

A DivisÃo de InvestigaçÃo Criminal de SÃo Miguel do Oeste, vinha há meses investigando um derramamento de extintores adulterados em vários municípios da regiÃo do extremo-oeste. A açÃo foi denominada “OPERAÇÃO ABC”, devido a falsificaçÃo dos extintores de composiçÃo “ABC” (ResoluçÃo 157/2004 do Conselho Nacional de Trânsito – Contran).

Na OperaçÃo, foram cumpridos Mandados de Busca e ApreensÃo na Empresa DARB Extintores e na residência de L.D., local onde foram apreendidos 69 extintores adulterados, computadores, impressoras, várias folhas impressas de selos do INMETRO falsificados e materiais para impressÃo, também um revólver calibre 38 com 6 munições intactas.

De acordo com o Delegado Cléverson L. Müller, Coordenador da DIC/Fron, o autor adquiria frascos de extintores vencidos utilizando-se de sua empresa, pintava/limpava as embalagens já antigas, que deveriam ser descartadas e colocava um selo falsificado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e de uma empresa fabricante de extintor.

Os selos do INMETRO eram confeccionados na própria residência, impressos em duas impressoras jato de tinta e posteriormente plastificados e colados nos cascos já vencidos. Os extintores eram vendidos a R$ 50,00 (cinquenta) reais, quando no mercado os extintores ABC estÃo cotados no valor mínimo de R$ 100,00 (cem reais).

O extintor de incêndio é um equipamento de segurança que só é utilizado quando necessário e, portanto, “deve funcionar”, o conteúdo interno destes extintores pode nÃo ter a finalidade para qual é destinado, desta forma, coloca os consumidores em risco ao seu patrimônio e, o pior, as suas próprias vidas, destacou o Delegado Cléverson.

Considerando a impossibilidade do arbitramento de fiança, o conduzido foi encaminhado à Unidade Prisional Avançada de SÃo Miguel do Oeste.

deixe seu comentário