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DIVE/SC confirma o primeiro óbito por dengue no estado em 2022

Última atualização 29 de janeiro de 2022 - 23:25:34

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina
confirma a morte de um homem, de 40 anos, residente no município de Criciúma,
por dengue.

O caso é considerado importado, já que a investigação
epidemiológica evidenciou deslocamentos por municípios do estado de São Paulo.

O homem começou a manifestar os sintomas da doença (dor no
corpo, febre e enjoo) ainda no mês de dezembro do ano passado.

Ao apresentar piora no quadro (exantemas, náuseas, dor
articular, dor abdominal e desidratação), foi internado, mas não resistiu e
acabou morrendo em janeiro desse ano.

O caso foi investigado pela Secretaria Municipal de Saúde de
Criciúma, em conjunto com a Gerência Regional de Saúde e apoio da DIVE/SC.

No ano de 2021, o estado confirmou sete mortes por dengue,
nos municípios de Joinville (05), Camboriú (01) e Florianópolis (01), sendo que
todos foram casos autóctones, ou seja, contraídos dentro do estado.

Os dados da dengue em SC nos anos de 2021 e 2022 estão
detalhados nos boletins epidemiológicos publicados no site da DIVE/SC.

“No ano de 2021 o Estado de Santa Catarina registrou o maior
número de casos de dengue no acompanhamento da doença, desde o registro dos
primeiros casos, que ocorreu no ano de 2011. Quatro municípios registraram
transmissão em nível epidêmico e foram confirmados sete óbitos pela doença.
Assim, é necessário que a população entenda que o mosquito Aedes aegypti está
presente em muitos municípios catarinenses, reforçando as medidas de prevenção.
A eliminação dos criadouros do mosquito, ou seja, locais com água parada,
continuam sendo a melhor estratégia de prevenção” destaca o Diretor da DIVE/SC,
João Augusto Brancher Fuck.

Sinais e sintomas

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre
alta (39° a 40°C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias,
associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no
fundo dos olhos.

Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo
atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos
também podem estar presentes.

As pessoas que apresentem os sintomas da doença devem
procurar atendimento em um serviço de saúde.

Da mesma forma, a rede de assistência precisa estar alerta
para identificar essas suspeitas, realizando o manejo clínico conforme a
indicação do fluxograma de classificação de risco e manejo dos pacientes.

A condução oportuna dos casos suspeitos, permite evitar o
agravamento do quadro e inclusive a evolução para o óbito.

“Considerando que nos meses de verão as condições climáticas
favorecem a reprodução do mosquito e consequentemente a transmissão da dengue,
febre de chikungunya e zika vírus, é importante que os serviços de saúde
estejam alertas para os casos suspeitos, classificando os pacientes conforme o
fluxograma de risco e indicando manejo clínico correto para cada situação”,
destaca Ivânia Folster, gerente de zoonoses da DIVE/SC.

Transmissão

O mosquito Aedes aegypti pode transmitir três doenças:
dengue, zika vírus e chikungunya. A melhor estratégia de prevenção dessas
doenças continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água.

A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de
recipientes que tenham ou que possam acumular água.

Ela escolhe mais de um local para realizar cada postura, o
que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários
recipientes no mesmo ambiente.

Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em
contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente. O mosquito adulto surge
num ciclo de, aproximadamente, sete dias.

Períodos chuvosos atrelados ao calor são favoráveis à
proliferação do Aedes aegypti.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

– evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los,
coloque areia até a borda;

– guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

– mantenha lixeiras tampadas;

– deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer
abertura, principalmente as caixas d’água;

– plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam
água;

– trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por
semana;

– mantenha ralos fechados e desentupidos;

– lave com escova os potes de comida e de água dos animais
no mínimo uma vez por semana;

– retire a água acumulada em lajes;

– dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros
pouco usados;

– mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

– evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de
foco do mosquito da dengue;

– denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti
para a Secretaria Municipal de Saúde;

– caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika
vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

Fonte: DIVE/SC

 

 

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