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Cruzeiro vence nos pênaltis e conquista título inédito da principal

Última atualização 28 de dezembro de 2012 - 08:44:44

GUARACIABA

Há quem diga que o que tiver que ser será. Essa velha frase se aplica perfeitamente à conquista inédita do Municipal pelo Cruzeiro de Linha Guataparema, no último domingo, quando a equipe celeste venceu o Universal nos pênaltis e faturou o primeiro título da equipe na categoria principal. Após classificar em quarto na primeira fase, graças aos pontos conquistados por protesto diante do Palmeiras e vitória na última rodada, o time de linha Guataparema chegou desacreditado para o mata-mata.

Nas semifinais buscou a classificação na “bacia das almas” ao eliminar o Floresta com gol de empate aos 47 minutos do segundo tempo e vencer nos pênaltis após o adversário ter a chance de finalizar a série. Na partida de ida da final, nova superação. Após estar perdendo por 2 a 0, o time cruzeirense buscou o empate nos minutos finais e no domingo aprontou novamente, agora fora de casa, em linha Indiozinho, que pelo segundo ano consecutivo, recebeu a decisão da categoria sob os olhares de mais de 2 mil pessoas.

Após um primeiro tempo equilibrado e de chances alternadas, o Cruzeiro largou na frente aos 13 minutos com Vicente Brambila, que bateu de longe e contou com a ajuda do goleiro Bertollo, que falhou no lance e viu a bola morrer em suas redes, 1 a 0. Quando a torcida celeste ainda comemorava, o Universal chegou ao empate. Após escanteio da direita, a zaga cruzeirense não conseguiu afastar e no bate-rebate a bola sobrou para Jair Golmann, o Luque, que finalizou rasteiro e empatou a partida.

O jogo seguia igual e aos 30 minutos o Cruzeiro chegou a marcar de cabeça, mas o árbitro anulou o lance alegando falta na jogada. Dois minutos depois, Gringo fez cruzamento preciso da esquerda e Evandro Borla apareceu para testar com precisão no contrapé de Jeferson e virar o jogo: 2 a 1 Universal. O tempo foi passando e o Cruzeiro tentava apertar em busca do empate. E como nos jogos anteriores, a persistência deu resultado. Aos 41 minutos, após bola cruzada da direita, a zaga do Universal não conseguiu afastar e no rebote Laudir Troiani, apareceu e encheu o pé para empatar a partida.

Com novo empate por 2 a 2 o jogo foi para os pênaltis. Após erros e acertos na série de cinco, a disputa foi para as alternadas, onde o cruzeiro errou dois tiros, ambos defendidos pelo goleiro Bertollo. Isso significa que o Universal teve duas oportunidades para marcar e levantar taça, mas não o fez. Os dois tiros foram defendidos por Jeferson, que antes já havia defendido um. Quando o Cruzeiro resolveu marcar, estava nas mãos de Jeferson a chance do título, mas dessa vez ele apenas caiu e viu o último pênalti explodir no poste, no mesmo momento em que a torcida cruzeirense explodia pelos arredores do campo, com lágrimas nos olhos pela conquista inédita.

No final do jogo o técnico Paulo Meneghini enalteceu a persistência da equipe durante a competição. “Fomos um time que cresceu na reta final. Sempre saímos atrás e fomos buscar os resultados. Nosso time é persistente, sem estrela e sem Pelé”, disse. Jeferson também destacou o empenho do time, que segundo ele, mostrou que não é preciso grandes estrelas para erguer uma taça. Já o técnico do Universal, Waldy Henn, entende que faltou qualidade para sua equipe definir quando teve oportunidade, mas não tirou os méritos da equipe campeã. “Foram valentes, pois vieram aqui na nossa casa e conquistaram o título. Não podemos tirar os méritos deles”, comenta.

A terceira posição da categoria ficou com o Floresta, que perdeu por 4 a 3 para o Itapajé, mas ficou com o bronze por ter vencido no jogo de ida por 2 a 0. A equipe de linha Olímpio teve ainda o artilheiro da competição, o atleta Nereu Segalin, autor de 11 gols, além do goleiro menos vazado, prêmio recebido por Ricardo Segalin, que sofreu 13 gols no decorrer da competição. O troféu disciplina ficou com a equipe do Tupy.

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