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Comunidade da Linha Santo Antônio homenageia famílias e professores

CAIBI – A Comunidade da Linha Santo Antônio do interior de Caibi realizou no domingo, dia 12, a Festa do Padroeiro Santo Antônio. O evento é realizado no local há mais de 80 anos. Para celebrar, três famílias foram homenageadas: Titon, Lava e Tortora e todos os professores que trabalharam na comunidade.
A programaçÃo contou com santa missa do Padroeiro Santo Antônio com distribuiçÃo de pÃezinhos às 10h30, almoço ao meio dia, e a tarde a partir das 13h iniciou as homenagens. Em seguida reuniÃo dançante.

HISTÓRICO

De acordo com a responsável pelo Departamento de Cultura de Caibi, Dominga Demarchi Rizzi, um dos primeiros professores foi Frederico Gandolfi, filho de Albino Gandolfi, que estudou no seminário em Ponta Grossa Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Ele chegou na comunidade de Santo Antônio em 1948 e em 1949 lecionava na casa dos moradores da comunidade. “Nesta época, as atividades e os espaços para o ensino eram mantidos pelas famílias dos alunos, que, muitas vezes, cediam lugares nas residências ou construíam locais que serviam como escola e igreja”, conta.
Também mobiliavam estes espaços e pagavam o professor com dinheiro ou ajudando no trabalho agrícola. Em 1950, Frederico Gandolfi foi nomeado professor titular da escola mista da localidade de Santo Antônio, que utilizava a capela para as atividades escolares. Na época pertencia à o Município de Chapecó.
Gandolfi recebeu o direito de ser professor e recebia o salário em Palmitos, onde lecionou três anos. Em 1954 Lourdes Alba que já era professora em SÃo Gotardo interior de Palmitos foi nomeada pelo supervisor para ser professora na Linha Santo Antônio. O material escolar se limitava a lousa e a alguns poucos Livros. “A disciplina era mais rígida e os professores podiam usar castigos como forma de impor a obediência aos alunos, com a aprovaçÃo dos pais, que também tinham o castigo como prática”, explica Dominga.
Os professores que atuavam nesta época nem sempre tinham formaçÃo específica para o magistério. Como existiam poucas escolas, os alunos percorriam longas distâncias a pé ou a cavalo. Na época, o ensino nÃo era obrigatório e, às vezes, os filhos mais velhos nÃo estudavam por precisar ajudar nos trabalhos da casa e da lavoura. “Com a municipalizaçÃo ouve a possibilidade da construçÃo de um espaço escolar com duas salas de aula, cozinha e banheiros, melhorando o trabalho do professor, tendo merenda nas escolas” acrescenta a secretária.
Nas escolas do interior o professor era responsável por todas as atividades, como dar aulas com as quatro turmas juntas ou divididas em duas turmas, mas também tinha que fazer o lanche, limpar a louça, cuidar da horta escolar, e da limpeza da escola e arredores.
Os professores que trabalharam na comunidade de Santo Antônio Caibi foram: Frederico Gandolfi, Lourdes Alba, Maria Ficagna Weitmann, Catarina Gandolfi, Maria Gandolfi, Glória Valduga, Lucia Merguen Rohde, Cleci Turcato, Cely da Silva Ceccon, Delci Rosa Ceccon, Jaime Ceccon Terezinha Pazin, Nair Bona, Juarez Ceccon, Rita Fazolo, Maria do Carmo Cola Vanda Bona, Lourdes de Freitas Cecon, Onildes Fátima Ceccon, Helena Maria Mazzutti dos Santos, Beatris Teresinha Ferronatto, Carmen Regina Delazari, Neusa Chiesa, Fátima Salete Matiello Marinalva Fior Brito, Salete Dalberto Cecon, Justina Inês Ugulini Marli Terezinha Chiesa Líbano, Alair Maraschini, Janice Antonia Matiello Silvestrin, Diva Perin, Maria Nicolau Dominga Rizzi, Beatriz Furlanetto, Tânia Welchen Marlei Fior Bittencourt.
Dominga agradece em nome da comunidade a cada um dos professores que se dedicaram ao ensino dos estudantes da Linha Santo Antônio, e aos familiares das famílias homenageadas pela presença na festa.

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