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Celesc lucra R$ 563 milhões e tem alta de 7% no consumo de energia em 2021

Foto: Divulgação

A Celesc, concessionária de energia elétrica de Santa
Catarina, encerrou 2021 com lucro líquido de 563,2 milhões, 8,6% maior que o do
ano anterior, e obteve receita operacional líquida de R$ 11,342 bilhões, com
crescimento de 28% na mesma comparação.

Uma das principais razões para esses resultados positivos
foi o crescimento do consumo em 7% no ano, refletindo a retomada das atividades
econômicas no Estado.

Outro fator que elevou o resultado foi o aumento de 28,9% na
rubrica ‘fornecimento de energia’, puxada pelas receitas da bandeira tarifária
que chegou a R$ 1,01 bilhão. Pela primeira vez, o Ebitda – lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização – ultrapassou a marca de R$ 1
bilhão. A Celesc registrou R$ 1,043 bilhão, com crescimento de 13,1% nesse
indicador que é o mais observado por quem investe em ações.

A companhia também realizou investimento recorde no ano de
2021. O montante somou R$ 777,1 milhões, 15,8% mais do que em 2020. As
informações são do balanço anual da companhia, divulgado na noite desta
sexta-feira.

A Celesc encerrou o ano com 3.227.712 consumidores cativos,
o que significa um crescimento de 3% frente a 2020, somando 93.865 novos
clientes. O maior incremento nas vendas de energia foi para consumidores
livres, com alta de 14,4%. O consumo para suprimentos avançou 6%, rural (3,3%),
industrial (3,1%), residencial (3%) e comercial (3%).

No grupo de custos, a variação foi uma alta de 29,3% frente
a 2020, resultante principalmente das despesas não gerenciáveis pela empresa. O
maior impacto veio do aumento da energia comprada em 35,4%, em função do
acionamento das térmicas por falta de chuvas e da importação mais cara devido
ao dólar alto. Os custos gerenciáveis da companhia ficaram estáveis, com alta
de apenas 0,3% enquanto a inflação do ano subiu 10,06%.

Na mensagem de abertura do balanço, o presidente da Celesc,
Cleicio Poleto Martins, informou que um dos destaques de 2021 foi a Revisão
Tarifária Periódica, em agosto, com efeito para o consumidor de 5,65%. Isso
porque o reajuste foi abaixo da inflação do período, impactado pelo repasse de
quase R$ 800 milhões aos consumidores com suspensão da cobrança do PIS/Cofins
sobre a base de cálculo de ICMS.

Entre os investimentos realizados no ano, a companhia
destinou R$ 608 milhões para obras de melhorias, materiais, equipamentos e
serviços. Foram R$ 225 milhões para instalações de rede elétrica de média e
baixa tensão e R$ 185 milhões em redes de alta tensão.

Um dos investimentos de destaque foi o início da construção
das novas linhas de distribuição em Florianópolis para o fornecimento de
energia a partir da nova Subestação de Fronteira (SE) Ratones, no Norte da Ilha
de SC. A obra é de R$ 61 milhões e integra novo sistema que tornará
Florianópolis uma das cidades mais seguras do Brasil na oferta de energia,
tendo três conexões ao Sistema Interligado Nacional.

Entre as ações da companhia para promover eficiência
energética em instituições que prestam serviços sociais está a instalação de
uma usina fotovoltaica para atender a estrutura da APAE de Florianópolis, no
bairro Itacorubi. A chamada pública foi em conjunto com a Agência Nacional de
Energia Eletrica (Aneel) e o investimento somou R$ 559,13 mil no projeto.

Lucro menor no quarto trimestre

No quarto trimestre do ano passado, a Celesc registrou lucro
líquido de 88,3 milhões, com recuo de 62,2% frente ao do mesmo período de 2020,
quando obteve 233,6 milhões. A receita operacional líquida somou R$ 2,803
bilhões, com alta de 2,6% frente aos mesmos meses do ano anterior.

Os investimentos no trimestre somaram R$ 209,8 milhões, dos
quais R$ 205,2 milhões foram para a Celesc Distribuição e R$ 4,6 milhões foram
para obras da Celesc Geração.

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