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Audiência na Ameosc debate crise na cadeia do leite e define encaminhamentos regionais

Última atualização 31 de janeiro de 2026 - 12:29:23

Ascom / Ameosc

A crise enfrentada pela cadeia produtiva do leite no Extremo-Oeste catarinense foi tema de uma audiência realizada na manhã de sexta-feira, no auditório da Associação dos Municípios do Extremo-Oeste de Santa Catarina (AMEOSC).

O encontro reuniu prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais de agricultura e representantes de entidades técnicas e do setor, como Conseleite, Epagri e Sindileite.

A audiência teve como foco a análise técnica do atual cenário do mercado do leite e a construção de encaminhamentos regionais diante da queda nos preços pagos ao produtor, situação que tem impactado diretamente a renda das famílias rurais e a sustentabilidade da atividade.

 

Diagnóstico apresentado pelas entidades

Durante as exposições técnicas, foi esclarecido que a importação de leite e derivados provenientes principalmente da Argentina e do Uruguai vem se mantendo em patamares semelhantes aos dos últimos anos, não sendo, isoladamente, o fator novo da crise.

O que tem pressionado fortemente os preços, segundo Conseleite, Epagri e Sindileite, é o aumento significativo da produção interna de leite no Brasil, resultando em excesso de oferta no mercado nacional.

Soma-se a isso o fato de que os custos de produção brasileiros não são competitivos para exportação, o que dificulta o escoamento do excedente para outros mercados.

Esse cenário favorece a entrada de produtos importados, especialmente de países vizinhos, ampliando a concorrência e contribuindo para a redução dos valores pagos ao produtor local.

 

Encaminhamentos definidos

O presidente da AMEOSC e prefeito de Iporã do Oeste, Michel Nedel Barth, destacou que a reunião teve caráter técnico e institucional e resultou em encaminhamentos objetivos para defesa da cadeia produtiva.

Entre as principais ações definidas estão:

  • Discussão de critérios e mecanismos de importação, buscando maior equilíbrio e proteção à produção nacional;
  • Melhoria da qualidade do leite, como estratégia para acesso a novos mercados e agregação de valor ao produto;
  • Busca por equiparação tributária, especialmente no que se refere aos tributos praticados em Santa Catarina em relação aos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, tornando o setor catarinense mais competitivo;
  • Articulação regional para fortalecer o posicionamento político e institucional do Extremo Oeste diante dos governos estadual e federal.

Barth ressaltou que, embora os municípios não tenham ingerência direta sobre o mercado, o papel das administrações municipais é fundamental na articulação política e na defesa dos interesses dos produtores:

“Estamos buscando soluções conjuntas, com base técnica e diálogo institucional. O objetivo é garantir condições mais justas para os produtores e fortalecer uma atividade essencial para a economia e para a permanência das famílias no campo.”

 

Próximos passos

A partir da audiência, a AMEOSC dará sequência à articulação regional, reunindo os encaminhamentos apresentados para subsidiar novos diálogos com o Governo do Estado, entidades do setor e demais instâncias competentes, ampliando o debate e buscando soluções estruturais para a cadeia do leite no Extremo-Oeste catarinense.

 

Fonte: Ascom / Ameosc

Encontro aconteceu na sexta-feira (30)

ASCOM

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