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Aneel mantém bandeira tarifária verde para fevereiro

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Arquivo / Agência Brasil – O consumidor não pagará cobrança extra sobre a conta de luz em fevereiro

O consumidor não pagará cobrança extra sobre a conta de luz
em fevereiro.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a
bandeira verde para o próximo mês para todos os consumidores conectados ao
Sistema Interligado Nacional (SIN).

A conta de luz está sem essas taxas desde o fim da bandeira
de escassez hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril de 2022.

Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida
devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das
usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios.

Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de
luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado em junho
de 2022 pela Aneel.

Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o
maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do
petróleo e do gás natural nos últimos meses.

 

Bandeiras Tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem
os custos variáveis da geração de energia elétrica.

Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está
custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos
comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não
há nenhum acréscimo.

Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a
conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795
(bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou, de setembro
de 2021 a 15 de abril de 2022, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100
kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro
subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o
país é coberto pelo SIN.

A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de
Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima.

Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o
consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país.

A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente,
por térmicas a óleo diesel.

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