Jamais você encontrará alguém de profundo conhecimento com bom humor! Somente em raras exceções, pois quanto maior a cultura e o conhecimento, maior é a aflição e a angústia de quem sabe demais. Para comprovar isso, basta dar uma olhada nos principais gênios da história, e você encontrará, na maioria deles, uma vida melancólica e crítica, repleta de aflição. Quanto mais você se aprofunda no conhecimento, mais mal-humorado tende a ficar com o mundo ao seu redor.
Quanto mais se conhece a realidade e se tem consciência dela, mais aumentam as preocupações com a vida. Por isso, crianças e jovens são, em geral, muito mais alegres do que adultos e idosos. A memória e o conhecimento deles ainda são pequenos e bem definidos para a vida.
O conhecimento, por vezes, nos adiciona preocupações infinitas e faz com que muita gente se perca em seus labirintos mentais, transbordando para a superfície o mau humor. Isso porque não se encontra, em um professor bem informado ou em cientistas, muita alegria; eles estão próximos das grandes verdades e da dura realidade mundana.
Quem se aprofunda excessivamente em conhecimentos sem uma base espiritual corre o risco de cair em um profundo mal-estar, pois o conhecimento, sem o sentido de existir, não tem valor. A aflição de quem se aprofunda demais na cultura é que não consegue encontrar, antes de si, o Criador de tudo: Deus.
Os maiores prazeres da vida são gratuitos e estão nas coisas mais simples do cotidiano. Na maioria das vezes, encontramos nas pessoas mais simples e com pouco conhecimento o prazer e a arte de contemplar as coisas. Elas vivem com suavidade e se encantam com os pequenos eventos do “dia a dia”, que o dinheiro jamais comprará, ao contrário de quem detém grande conhecimento.
O dom do saber não significa ter conhecimento para a autodestruição. O que precisamos é treinar diariamente nossa mente para viver com suavidade e usar o conhecimento em favor das coisas mais simples do ser. É aí que reside o verdadeiro sentido da vida.
Portanto, estude, se aprofunde em conhecimento, mas não perca a visão de Deus!
Até a próxima.
Por Jaime Folle
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