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Segundo foco da Doença de Newcastle é confirmado em aves no Oeste

Última atualização 26 de outubro de 2026 - 09:07:06

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou um segundo foco da Doença de Newcastle em aves comerciais no Oeste catarinense.

O caso foi identificado entre os dias 23 e 24 de outubro, em um núcleo de perus de corte no município de Coronel Freitas, após confirmação laboratorial por sequenciamento genético.

Segundo a Cidasc, a situação está sob controle, e os procedimentos sanitários para conter a disseminação do vírus estão em andamento.

Mais de 70% da zona de vigilância do novo foco coincide com a área monitorada após o primeiro caso, registrado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba.

A sobreposição permite aproveitar o trabalho de fiscalização já realizado, uma vez que a maior parte das propriedades do entorno foi mapeada e vistoriada pelas equipes.

A propriedade do primeiro foco concluiu os procedimentos de limpeza e desinfecção e entrou em vazio sanitário, possibilitando também a desmobilização da barreira sanitária número 1.

Granjas testaram negativo

Os resultados da investigação epidemiológica indicam que 15 granjas comerciais da região testaram negativo para a doença em análises realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com a Cidasc, as aves de um núcleo vizinho ao foco confirmado também não apresentaram a doença.

Com a comprovação laboratorial da ausência do vírus, o Serviço Veterinário Oficial autorizou o abate comercial regular desses animais.

A medida busca manter a atividade econômica nas propriedades consideradas livres da doença, enquanto as ações de contenção permanecem concentradas nos locais afetados e nas áreas de vigilância.

Vírus também foi identificado em pombos em Marema

A vigilância sanitária identificou ainda o vírus da Doença de Newcastle em pombos de vida livre no município de Marema, fora da área de emergência.

Os animais apresentavam sinais clínicos, posteriormente confirmados por exames laboratoriais.

Conforme a Cidasc, a confirmação do foco em Coronel Freitas também teve origem no vírus transmitido por pombos, o que reforça a necessidade de medidas rigorosas de biosseguridade nas granjas comerciais.

A orientação aos avicultores é manter telas de proteção nos aviários, controlar pragas e realizar a desinfecção de veículos e calçados, evitando o contato entre aves de vida livre e os plantéis comerciais.

Mais de 160 propriedades comerciais foram vistoriadas

Até este sábado, dia 24, o Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo) havia concluído a primeira rodada de vigilância nos estabelecimentos comerciais da área de emergência.

Os números divulgados pela Cidasc incluem:

  • Mais de 160 propriedades comerciais de galinhas e perus monitoradas;
  • 317 propriedades de criação de aves para subsistência fiscalizadas;
  • 78 coletas de amostras realizadas;
  • Quatro barreiras sanitárias móveis e fixas em operação 24 horas por dia.

A força-tarefa reúne dezenas de profissionais, com apoio de forças de segurança e do setor produtivo.

As ações devem continuar até a erradicação do evento sanitário, com o objetivo de proteger a avicultura catarinense e preservar o status sanitário do setor.

Fonte: Oeste Mais

Foto: Kelly Magri/Cidasc

Cidasc informa que 15 granjas comerciais testaram negativo e aves de propriedades sem a doença foram liberadas para abate

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