A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação Escritório na Praia, para investigar um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais por meio do chamado golpe do falso advogado. A investigação teve origem em um caso envolvendo uma vítima residente em Cunha Porã, no Oeste catarinense.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Cunha Porã e resultou no cumprimento de 13 ordens judiciais nos municípios de São Vicente e Praia Grande, no litoral de São Paulo, e em Chapecó, em Santa Catarina. A ação contou com o apoio da Polícia Civil paulista e teve como alvos seis investigados.
Conforme a investigação, os suspeitos alugavam apartamentos no litoral paulista, que seriam utilizados como base para a prática dos crimes. Essa circunstância deu origem ao nome da operação.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias de São Miguel do Oeste e incluíram mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de valores. Durante as diligências, os policiais apreenderam aparelhos celulares, dinheiro, cartões e outros materiais que podem contribuir para o avanço das investigações.
Os itens recolhidos serão submetidos à análise e poderão auxiliar na apuração dos fatos e na identificação de outros elementos relacionados ao esquema investigado.
Polícia alerta para golpes
A Polícia Civil orienta que, diante de contatos de supostos advogados solicitando pagamentos para a liberação de valores, as pessoas confirmem a informação diretamente com o profissional ou escritório responsável, utilizando canais oficiais.
Em caso de suspeita ou de prejuízo financeiro, a recomendação é registrar um boletim de ocorrência.
A instituição reforça que o enfrentamento às fraudes eletrônicas e à criminalidade organizada exige investigação e cooperação entre as forças policiais, inclusive em ações que ultrapassam as divisas estaduais.
Fonte: Oeste SC Notícias, com informações da Polícia Civil
Foto: Polícia Civil
Ação cumpriu 13 ordens judiciais em Santa Catarina e São Paulo; seis pessoas são investigadas por estelionato virtual, lavagem de dinheiro e associação criminosa
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