O Governo de Santa Catarina promoveu uma ampla reformulação nas normas de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal no Estado.
A nova regulamentação impacta diretamente a rotina de produtores rurais, abatedouros, frigoríficos, entrepostos e laticínios, exigindo padrões operacionais mais severos e controle rigoroso em todas as etapas de produção.
Com o Decreto nº 1.667/2026, o Estado impõe o cerco às atividades clandestinas, combate fraudes na reconstituição de insumos e unifica os critérios de fiscalização em todo o território estadual.
A partir da publicação da norma, torna-se obrigatória a comprovação da rastreabilidade completa das matérias-primas levadas ao abate.
Frigoríficos e abatedouros registrados no SIE (Serviço de Inspeção Estadual) só poderão receber lotes de bovinos, suínos e aves que apresentem a GTA (Guia de Trânsito Animal) acompanhada do histórico sanitário atualizado da propriedade de origem.
Além do controle de procedência, as unidades terão que adequar fluxos internos para garantir o cumprimento estrito das boas práticas de fabricação, controle de temperatura na linha de corte e descarte adequado de resíduos.
Regras para armazenamento e transporte de leite
Para o setor lácteo, o decreto estabelece critérios mais severos no recebimento, beneficiamento e escoamento da produção.
As empresas transportadoras dos laticínios deverão manter aferição contínua da temperatura do leite cru refrigerado e realizar testes laboratoriais frequentes para contagem bacteriana e de células somáticas.
O texto veda expressamente o uso de aditivos não autorizados, a comercialização de leite com resíduos de defensivos ou antibióticos e a reconstituição irregular de insumos importados.
A fiscalização continuará a cargo da CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).
Os fiscais agropecuários terão poder de auditagem e inspeção sem aviso prévio.
As penalidades para os estabelecimentos que descumprirem as exigências incluem:
Fonte: ND+
Foto: Reprodução/ND Mais
Regulamento detalha novas exigências sanitárias do campo ao varejo
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