INDÚSTRIA
Um dos setores que está ganhando cada vez mais espaço regional e levando as potencialidades do município para todo o País é o setor industrial, responsável por transformar a matéria-prima, muitas delas próprias do município, em produtos de diferentes ramos, entre eles têxteis, móveis e esquadrias, artefatos de cimento e metalmecãnica.
Integram esse setor as agroindústrias, propulsoras da economia local e regional, responsável pelo emprego de um considerável número de pessoas. Algumas no sistema cooperativista são responsáveis pela renda de toda a família e levam as características de nossa região para todo o País e exterior.
Além das esferas municipais e estaduais, esse setor recebe o incentivo da Associação Comercial e Industrial (Acismo), que, por meio de ações integradas e capacitações, auxilia no fortalecimento da classe na busca de soluções unificadas.
De acordo com o presidente da Associação, Irton Edgar Lamb, para manter esse quadro favorável no setor é preciso, além de incentivo, crer na capacidade que o município tem de receber e difundir produtos e serviços. “São Miguel do Oeste já um município pólo. Só temos que trabalhar para manter e incrementar este status. Vejo que tem tudo para o município continuar crescendo e se tornar mais desenvolvido ainda. Mas, além de incentivos, é imprescindível que os empresários tenham a visão de investir na sua empresa para consequentemente se tornar um diferencial, já que nós podemos prestar determinados serviços que os municípios menores não possuem”, propõe.
O presidente enfatiza que a Acismo tem feito seu papel para manter a classe empresarial unida, divulgando números, mostrando que a cidade tem potencial de receber e ofertar novos serviços, realizando a capacitação por meio dos núcleos e trazendo o diferencial de grandes centros para São Miguel do Oeste, bem como mantendo parcerias para qualificar a mão de obra.
Estímulos como esses são necessário para empresas como a do empresário Carlos Roberto Agostini, que iniciou seus negócios com uma prestadora de serviços e viu uma oportunidade de expandir e atrair investimentos, com a fundação de uma indústria que alcançasse todos os estados do país. “Temos muitos profissionais dentro da empresa com terceiro grau, mas ainda existe a necessidade de mão de obra qualificada. Hoje precisaríamos de mais 10 funcionários com qualificação, mas não encontramos estes profissionais no mercado. No entanto, sabemos que as escolas de nível técnico e o IFSC, conseguem formar profissionais qualificados que virão a suprir nossas necessidades, gerando oportunidade de emprego para estes jovens que estão se formando”, ressalta.
Hoje, a Agostini Industrial conta com 42 colaboradores, produz máquinas para o setor da construção civil e comercializa seus produtos para todo o país. “Fazíamos máquinas para mercado regional e, a partir do momento que vimos o crescimento da construção civil, começamos fabricar máquinas para este segmento, como gruas (guinchos) para elevação de carga, máquinas de blocos de concreto e pavers, usinas de concreto, fábricas de argamassa, dentre outras. Esse segmento no Brasil é muito grande e contamos com a vantagem de sair daquela sazonalidade que tem na prestação de serviços regional, como acontece quando enfrentamos uma estiagem, por exemplo. Com a indústria conseguimos aproveitar as diferenças regionais do país e assim mantemos uma constãncia na produção e vendas”, explica.
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