Proibição de pesquisas
O senador Luiz Henrique da Silveira apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição que proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais 15 dias antes do pleito eleitoral. De acordo com Luiz Henrique, um dos critérios usados pelo eleitor para escolher seu candidato são os números apontados pelas pesquisas, por isso ele entende que essa divulgação pode ter uma interferência indevida no resultado das eleições. Segundo ele a eleição precisa ter um equilíbrio, e divulgar qualquer resultado dois dias antes do pleito pode prejudicar a eleição. Um texto que deverá receber apoio de muitos parlamentares, mas também causará grandes discussões, pois ‘atinge em cheio’ as grandes máfias de institutos de pesquisas. Exemplo claro de resultados vergonhosos na eleição deste ano ocorreu no próprio município de Joinville, onde o IBOP apontava vitória certa do candidato do PSD, dois dias antes, publicada inclusive nos meios de comunicação da poderosa RBS, e por surpresa o resultado das urnas deu o PMDB, com uma vantagem que as margens de erros nem perto acertaram. Aqui mesmo e nossa região, institutos de pesquisa davam vitórias a candidatos que foram derrotados na urna. Realmente se usa e muito esta ferramenta, pois não se tem um controle exato das pesquisas, e por isso fraudar um resultado é questão de detalhes. Quando isso ocorre, o prejuízo é do candidato derrotado e da empresa pesquisadora, que perde sua credibilidade.
Secretariado de Valar
Nesta semana o prefeito eleito de São Miguel do Oeste, João Carlos Valar, concedeu entrevista à rádio Peperi e parcialmente divulgou possíveis nomes do secretariado. Com poucas surpresas, o quadro do PMDB deve ser preenchido por militantes que já estiveram eu seus outros governos. Pedro De Conto na Fazenda, Claudete Fabiani na Ação Social, Airton Fávero na Saúde e Flávio Ramos como Chefe de Gabinete. Novidades vêm do PSDB, que deve ter a secretaria de Esporte com Everaldo Di Berti, o PDT indica Moacir Fiorini para Desenvolvimento EconÔmico e Genésio Colle para o Urbanismo. Colle não confirmou o cargo e o que tudo indica deve priorizar os negócios da família. O partido do vice-prefeito Wilson Trevisan, o PSD, ainda não teve nomes mencionados, mas fontes dizem que a cultura deve ser uma das pastas. O candidato a vereador, Elias Araújo, pode ser o novo secretário. O partido deve ter mais duas secretarias que deve ficar entre Administração, Obras, e Agricultura. Na Agricultura foi cogitado o nome do sindicalista Irici Tirloni, que segundo boatos não aceitou. A divisão das pastas seria de seis para o PMDB, três para o PSD, duas para PDT e uma para o PSDB. Os demais partidos que compõem a coligação que elegeu Valar, seriam assentados nas demais diretorias e cargos de confiança. Como ainda são especulações, alguns nomes poderão mudar, mas não fora das pessoas que participaram diretamente da eleição.
Presidência da Cãmara
Historicamente a eleição para presidência da Cãmara de Vereadores de São Miguel do Oeste apresentou surpresas na contagem dos votos. Ao que tudo indica, para 2013 não será diferente e o nome mais provável pode sofrer uma derrota. Nos bastidores os acertos estão correndo de portaem porta. OPDT, para abrir mão de vice na chapa de Valar, condicionou a cadeira de presidente caso o partido elegesse um vereador. Fato consumado, agora eles querem o cumprimento do acordo, e contam com o apoio dos demais eleitos da coligação vencedora. O PMDB, segundo comentários, não fechou acordo e também quer a presidência. O partido teve o vereador mais votado e pretende manter a liderança do maior partido do município. Nesta festa, surge o ex-presidente e o único vereador eleito da atual legislatura, Valnir Scharnoski, do PSD. Nini como é conhecido, também pretende presidir a Cãmara por mais dois anos, e já mandou seu recado para a coligação. Por mais que Valar tenha dito na entrevista que a paz entre a coligação para eleger o futuro presidente do legislativo esteja ocorrendo dentro da normalidade, nos bastidores não é bem como ele diz. Todos os partidos que compõe a coligação sabem da importãncia da cadeira e principalmente a vitrine que ela proporciona para o vereador. A presidência de qualquer Cãmara de Vereador é vista com um grande salto para o partido e cria novas lideranças, que mais cedo ou mais tarde querem voos mais altos, neste caso a cadeira de prefeito. Vamos aguardar, até o dia primeiro de janeiro tem muita água para passar por baixo na ponte, e a decisão será novamente aos 48 do segundo tempo…
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